Confira, neste post, o simbolismo, as características e os aspectos do lado luz e do lado sombra que podem ser despertados ao ativarmos o arquétipo da cobra (ou serpente).

As serpentes são répteis ectotérmicos, ou seja, a sua temperatura corporal varia conforme a temperatura do ambiente externo em que se encontram.
Esses animais não possuem patas e pertencem a subordem Serpentes. Também são conhecidos pelo nome de cobra.
Em alguns países, da África e Ásia, o termo cobra é utilizado, mais especificamente, para designar as espécies extremamente venenosas.
Assim, de modo geral, o termo mais correto para denominar esses répteis seria serpentes. Porém, no Brasil, podem ser utilizados ambos os termos como sinônimos.
O esqueleto da cobra é composto basicamente por um crânio, maxilares, coluna e costelas. Seu formato corporal (tubular) requer que seus órgãos sejam compridos e estreitos.
Toda a sua pele é coberta por escamas e, além disso, as serpentes trocam de pele periodicamente. Esse processo de troca de pele, denominado de ecdise, costuma ocorrer entre quatro e cinco vezes a cada ano.
Outro fato é que, no lugar de pálpebras, ela tem uma espécie de escama transparente, em cada olho, que ficam sempre fechadas para proteção deles.
A serpente, de modo geral, não tem boa visão, porém isso não impede que ela detecte movimentos de outros seres. Isso porque, elas possuem receptores infravermelhos sensíveis que lhes permitem sentir o calor emanado pelos corpos.
Esses animais não possuem orelhas externamente, assim, sua audição percebe apenas as vibrações do ambiente, sendo este sentido extremamente bem desenvolvido.
A bifurcação presente na sua língua é utilizada para captar no ar partículas de odor. Com isso, essa bifurcação permite que a serpente tenha algum senso direcional do cheiro.
As serpentes são carnívoras e podem ser divididas entre peçonhentas (que produzem veneno) e não peçonhentas. As peçonhentas são aquelas que utilizam seu veneno para matar a presa antes de ser engolida por ela. Já as não peçonhentas matam as presas por meio da constrição (se enrolam na presa e, assim, asfixiam elas).
As serpentes não mastigam suas presas, pois a sua mandíbula é flexível (não está conectada de forma fixa). Nesse caso, existe apenas um osso que funciona como um encaixe e desarticula a mandíbula para que ela se adeque ao tamanho da sua presa. Deste modo, possuem um estômago que dilata durante o processo de digestão.
Na mitologia egípcia, Ouroboros, é ilustrado como uma serpente mordendo a sua própria cauda. Sua imagem está associada a criação, eternidade, ciclos da vida e ao Todo.
A serpente simboliza regeneração e cura na mitologia grega. Aparece ilustrada no caduceu (bastão de ouro envolto por duas serpentes e asas na parte superior) do deus Hermes.
No mito de Asclépio, filho do deus Apolo (também conhecido como Esculápio), é descrito que ele estudava sobre cura e teria desenvolvido uma forma de devolver a vida aos mortos, sendo declarado, deste modo, deus da medicina.
Atualmente, a imagem do bastão de Asclépio ou Esculápio (bastão envolto por uma serpente) é adotada como símbolo da medicina. Assim, representando o renascimento, regeneração, fertilidade, força vital e cura.
A Serpente Emplumada, na mitologia asteca, é associada ao deus do vento, Quetzalcoatl, relacionado a aprendizagem e ao conhecimento.
No cristianismo a serpente é associada ao demônio e representa a tentação, traição e pecado. Também podendo ser relacionada a sabedoria, tanto para o bem como para o mal (como no caso da manipulação na história de Adão e Eva).
Para o hinduísmo a serpente está relacionada a kundalini (estado de elevação espiritual), representando a energia sexual e a energia vital de cada um.
No budismo, este animal está ligado a ideia de ascensão espiritual. Isso, devido a história em que Mucalinda (Rei Serpente) aparece, enquanto Buda está meditando, para protege-lo durante seu processo de ascensão espiritual.
A serpente também representa um dos signos chineses, relacionada ao elemento Yin, ao mistério e a intuição.
No xamanismo, a cobra representa a renovação, regeneração, cura física e espiritual. É considerada um animal de transmutação e renascimento.
O arquétipo da cobra está muito associado ao Universo, energia Yin e a energia kundalini. Também se relaciona a ideia de proteção, alma, energia, vida, libido, auto renovação, mudança, fálico, inteligência, transformação, transmutação, renascimento, cura, sabedoria, independência, sensualidade e espiritualidade.

Corpo Mente e Espírito é um espaço informativo, que compartilha conhecimentos a respeito de arquétipos, autoconhecimento, espiritualidade e expansão da consciência.
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